Artrose de ombro

A artrose do ombro (AO) é uma condição patológica comum, presente em 20% dos pacientes acima de 60 anos que apresentam dor no ombro. Tem como característica principal a diminuição progressiva da cartilagem articular ocasionando dor, perda de movimentos e restrição das atividades da vida diária.


A forma primária (idiopática) é a mais frequente. Nos pacientes abaixo dos 60 anos aumentam as formas secundárias que podem ser mais complexas: pós trauma ou cirurgia, instabilidade, osteonecrose, por displasia, infecciosa e reumatológica.


O tratamento inclui medicação analgésica e repouso inicial, educação na atividade da vida diária e esportiva, em que é necessária a participação ativa do paciente. O suporte da fisioterapia é sempre necessário. São recomendados suplementos de vitaminas e fitoterápicos, assim como glicosamina e condroitina, protetores articulares. Nos casos refratários, opção de injeções intra-articulares de corticoesteróides e ácido hialurônico em algumas formulações.


A artroscopia é indicada como uma possibilidade de preservação articular para o ganho de mobilidade e função. O paciente ideal tem abaixo de 60 anos com espaço articular ainda preservado.

Em pacientes acima de 60 anos e já esgotados outras opções de tratamento, recomenda-se a cirurgia de prótese, ou artroplastia de ombro, que é a substituição da superfície articular por um componente metálico. Possibilita que o paciente com uma evolução mais avançada retome o seu trabalho e exercício. Esta cirurgia apresenta recentemente uma grande evolução, com o desenvolvimento de novos conceitos relacionados ao correto posicionamento e na tecnologia dos implantes, na execução com realidade aumentada e virtual e a busca pela cirurgia robótica. O desafio é posicionar os implantes com precisão nos diferentes pacientes e condições.

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